Saúde

Mosquito Aedes Aegypti da Dengue a Zika – O Porque Tantas Doenças

Mosquito Aedes Aegypti transmissor da Dengue e da Zika é resitente e se adapta facilmente transmissor de várias outras doenças como as febres chikungunya e amarela e outras enfermidades consideradas raras. No mundo ele é conhecido como o Mosquito da Febre Amarela e no Brasil como Mosquito da Dengue.

Mosquito Aedes

O Porquê Tantas Doenças Mosquito Aedes Aegypti da Dengue a Zika

A Agência Europeia para Prevenção e Controle de Doenças – ECDC considera o Aedes Aegypti uma das espécies que mais se prolifera no planeta o seu nome significa odioso do Egito e o combate contra o mosquito teve inicio no século passado. Na década de noventa a Denge passou a ser considerada endêmica principalmente na chegada do verão pois quanto maior a quantidade de chuvas maior a sua reprodução. E o Brasil esta em novo sinal de alerta por causa da Zika Virus uma doença com sintomas bem parecidos com os da Dengue. O governo federal confirmou a ligação entre o Zika Virus e a má-formação no cérebro de bebês a microcefalia que só neste ano de 2015 teve confirmado aproximadamente 1248 casos em 311 municípios distribuídos em 14 Estados e a maioria se encontra na região Nordeste.

Mosquito Aedes foto

O mosquito Aedes Aegypti tem transmitido também a Chikungunya que surgiu no Brasil no ano passado e se espalhou rapidamente com ajuda do mosquito e embora a febre amarela já ser considerada erradicada de áreas urbanas brasileiras desde o ano de 1942 já foram encontrados casos em cidade de Goiás e Amapá. Um dos fatores que mais contribuem para o Aedes Aegypti ser tão um transmissor tão eficaz desses vírus é justamente a capacidade de se adaptar e permanecer tão próximo ao homem. Ele tem suas origens na África em locais silvestres e chegou Ámericas na época da colonização através de navios. Dai por diante com o ambiente propicio evoluir continuamente. Ele gosta de agua limpa para depositar seus ovos e qualquer coisa pode virar seu criadouro. Até mesmo uma casca de laranja ou tampinha de garrafa se tiver um pouquinho de água parada é capaz de abrigar seus ovos. Estudos científicos comprovaram que mesmo a falta de água limpa não é problema para a fêmea do Aedes Aegypti ela consegue depositar seus ovos na água mesmo com grande presença de matéria orgânica. Seus ovos podem permanecer em locais secos por até um ano e se entrar em contato com água crescem em até sete dias. Este é um dos motivos por sua alta proliferação sendo que os outros transmissores de doenças não resistem ao ambiente.

Mosquito Aedes água

A fêmea do Aedes Aegypti consegue colocar até cem ovos por vez e não necessariamente no mesmo lugar, normalmente ela os distribui em diferentes pontos. Isto facilita que quando procuramos extermina-los alguns desses locais fiquem despercebidos. Ele tem hábitos diurnos e prefere buscar sangue pela manhã ou no fim da tarde sempre fugindo dos momentos mais quentes do dia. Diferente do pernilongo se o Aedes Aegypti não conseguir se alimentar de dia com certeza picara a noite. Seus alvos preferidos são os mamíferos principalmente humanos. Por ter se tornado um mosquito urbano sempre próximo ao homem e ter esta preferência por sangue humano ele se transformou no principal transmissor de doenças. Os vírus encontraram no Aedes Aegypti e na maneira que ele evolui uma relação simbiótica perfeita.  E para contaminar o ser humano é necessário que o vírus esteja na saliva do mosquito. Na Dengue, por exemplo, ao picar uma pessoa com o vírus demora em torno de dez dias para que este vírus chegue a sua saliva. São raros os mosquitos que vivem mais de dez dias, mas considerando o ambiente propicio com muitos para picar, local apropriado para colocar seus ovos o mosquito gasta menos energia e vive mais. De acordo com o Centro de Prevenção e Controle de Doenças dos Estados Unidos o Aedes Aegypti é difícil de ser exterminado por ser muito resistente e sua população volta sempre ao seu estado original depois de intervenções humanas.

Mosquito Aedes fumacê

No Brasil houve a erradicação do mosquito com a campanha contra a febre amarela, na década de cinquenta, comandada pelo epidemiologista Oswaldo Cruz. Em 1958 a Organização Mundial da Saúde declarou o país livre do Aedes aegypti. Mas devido a permanência deles nos países vizinhos retornaram em 1960 e erradicados em 1973. Uma maneira muito usada para combater o mosquito é dispersar uma nuvem de inseticida conhecida como “fumacê”  que não se mostra muito eficiente. Para trazer resultados o produto químico tem de entrar em um espiráculo que fica debaixo da asa do mosquito. Para isso ele deve estar voando o que dificulta. Oitenta por cento dos criadouros estão localizados em residências e quando se esta frente a uma epidemia é fundamental o apoio da população para realizar a prevenção e exterminar os focos do Aedes aegypti. Por todas estas dificuldades no combate ao mosquito não se pensa hoje em erradicação mas sim no controle. Na Bahia e em São Paulo esta em teste o uso de machos transgênicos do Aedes aegypti que ao cruzar com as fêmeas comuns geram larvas que morrem antes que possam atingir a fase adulta reduzindo assim a população do mosquito em determinada área. Os testes estão sendo realizados em Piracicaba desde o mês de maio no interior de São Paulo e a empresa Oxitec já informou que os resultados ainda estão em analise por sua equipe técnica e os resultados ainda não serão divulgados.

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